CONTEÚDO NEXIALISTAS

O e-learning está morto?

postado em: 03/28/2018

Em primeiro lugar, a resposta é não. Não está morto. O e-learning apenas está passando pelo que poderíamos chamar de uma repaginada, como acontece com tudo neste mundo de soluções tecnológicas e disruptivas, que sofrem renovações constantes, acrescentando novas tendências em seu corpo. Se estivéssemos no mundo dos animes, diríamos que o e-learning está passando por uma digievolução.

Para a área de treinamento e desenvolvimento, o e-learning está se adaptando a novas ferramentas, para novas gerações, que exigem aprendizagem adequada aos diferentes níveis de conhecimento e necessidades pessoais.

O que é o e-learning?

E-learning, significado é aprendizado eletrônico e vem da tradução do termo em inglês eletronic learning. Para quem quer saber e-learning, o que é, podemos dizer que é uma metodologia de aprendizagem à distância, com recursos didáticos organizados, apresentados em diferentes suportes tecnológicos de informação, associados ou não à internet.

Para a área de treinamento e desenvolvimento, o e-learning é por definição especialmente eficaz para ligar o aprendizado ao trabalho, utilizar os recursos de ensino à distância, que podem fornecer taxas mais consistentes de aprendizagem, melhoria da produtividade, inovação e competitividade do colaborador.

No e-learning, o  conceito de flexibilidade foi o que favoreceu a sua difusão na educação corporativa, porque os colaboradores podiam integrar a aprendizagem individual com as necessidades organizacionais, possibilitando o reforço de suas competências e conhecimento.

Mas se antes os programas de treinamento pelo e-learning estavam baseados em uma metodologia linear de transmissão de conhecimento, com longos períodos, adaptadas para gerações anteriores à Y (nascidos entre 1980 e 1995), agora estão em alta os modelos inteligentes de e-learning, já pensando nesta nova turma de profissionais que chega ao mercado de trabalho, com tecnologia e internet integradas às suas células cerebrais.

Para esses novos profissionais, é comum consumir conhecimento via smartphone, por horas seguidas, assistindo a vídeos, consumir realidade virtual e informações em pequenas frações. Então fica mais do que compreensível que modelos antigos de aprendizagem, ainda que utilizando gadgets, como o e-learning, não são tão atrativos.

Imagine o que espera um jovem da geração Z (nascidos a partir de 1996)?  Os profissionais de RH precisam reconhecer esses perfis para adequar seus programas de treinamento. Essa geração é muito mais adepta à trilha de aprendizagem, na qual é protagonista de seu processo de desenvolvimento.

via GIPHY

Ensino: e-learning adaptado aos novos tempos

Para que o e-learning realmente consiga se repaginar, continuando a oferecer vantagens sociais e econômicas, é preciso se adaptar às necessidades dos tempos.

E isto se faz criando e-learnings com linguagem direta e descomplicada, mais dinâmicos, interativos e que proporcionem aprendizagem rápida.

Então, se a empresa ainda não o fez, é mais que necessário aproveitar os smartphones dos colaboradores como fontes de armazenamento de e-learning para o treinamento corporativo.

Veja algumas alternativas que foram apontadas como tendências nos mais importantes congressos de treinamento e desenvolvimento:

Microlearning

O microlearning são pílulas de conhecimento, que têm sido a grande tendência do treinamento corporativo. É rápido, é assertivo e vai onde o profissional está, pois o conteúdo fica disponibilizado para os profissionais por meio de aplicativos de celular, mas também para os PCs.

De acordo com pesquisa da ATD, Association for Talent Development, 92% das empresas já estão aderindo a essa ferramenta de aprendizagem, com a grande motivação também do custo reduzido.

Os materiais  de microlearning podem vir no formato de vídeos bem rápidos, e posteriormente, os colaboradores devem responder a quizzes para que seja constatada a absorção do conhecimento. Também é possível utilizar recursos como jogos, simulações, slideshows e podcasts.

Realidade Aumentada (RA) e Realidade Virtual (RV)

A tecnologia que permite misturar o virtual com o real tem sido muito utilizada em educação corporativa. Dados da ABI Research, empresa americana especializada em pesquisas na área da tecnologia, revelam que os investimentos nessa ferramenta devem ultrapassar US$ 2,5 bilhões neste ano.

É uma verdadeira transformação no mundo do treinamento e desenvolvimento profissional. Com este recurso, é possível simular situações, testar tomadas de decisão e formas de interação com o cliente. São utilizados vídeos, quizzes e conteúdos que permitem imersão e interação direcionadas ao aprendizado, e nem mesmo é preciso estar on-line.

Além disso, o custo pode ser mais baixo que algumas soluções tradicionais de e-learning.

Gamificação

Os jogos tornam a aprendizagem mais divertida e facilitam a absorção do conhecimento. Por isso, a gamificação no e-learning tem crescido nos programas de treinamento e desenvolvimento.

A gamificação como recurso da educação corporativa aumenta o interesse, comprometimento, performance, retenção do aprendizado e criatividade dos colaboradores, porque permite treinamentos mais dinâmicos em que eles devem superar desafios em jogos baseados em situações reais e que poderão fazer parte do seu dia a dia na empresa.

LMS associado a outros recursos

O Learning Management Sistem (Sistema de Gerenciamento de Aprendizagem)  é um conjunto de ferramentas de ensino à distância, que traz materiais para treinamento e ferramentas de avaliação. Sempre foi muito eficaz nos programas de treinamento e desenvolvimento, mas sua funcionalidade foi ficando obsoleta, porque oferece recursos do e-learning com formato mais linear, tradicional e passivo, com pouca interatividade e pouco ajustado à geração Y.

Mas o LMS ainda pode ser um recurso de compartilhamento de informações em ambiente acessível aos colaboradores, porém associado a outras ferramentas que favoreçam uma maior participação nos treinamentos e mais compreensão dos temas, com mais interação e dinamismo.

Educação personalizada

A ideia é dar mais suporte ao desenvolvimento de carreiras de forma individualizada, também no e-learnig, baseada em uma jornada de aprendizagem pessoal, proporcionando uma experiência de exclusividade.

As aulas devem ser moldadas ao perfil do aluno, levando em consideração suas habilidades, conhecimento e dúvidas.

Portanto, é radical dizer que o e-learning está morto. Morto está fazer mais do mesmo. As ferramentas estão aí para serem utilizadas. O diferencial vai ser o conteúdo e a forma escolhida para transmiti-lo. Definitivamente, não dá para fazer mais do mesmo.