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Liderança 2.0. Já fez o seu upgrade?

postado em: 08/21/2017

Ilustração funcionário correndo para liderança 2.0Liderança 2.0. Já fez o seu upgrade?

Muito se tem discutido e falado recentemente sobre liderança nas organizações.

Em um mundo onde a única certeza é a constante mudança e transformação surgem classificações para líderes a cada momento.

Liderança Digital, Liderança Emocional, Liderança Adaptativa, Liderança Democrática, Líder Coach, Liderança Responsável, Líder 360 graus, só para citar alguns, e a lista segue. São mais de 26 milhões de resultados em uma busca do Google.

Em meio a tantas tendência qual a melhor a seguir? Como se preparar ou preparar os colaboradores da sua companhia?

Nova atualização do sistema disponível

Sabe aquela mensagem que aparece no seu celular ou computador avisando que é hora de atualizar seu programa ou aplicativo? Para muitos é chata, mas alerta sobre novas versões das quais você pode se beneficiar se tiver a mais recente.

No mundo corporativo não é diferente. Vivemos tempos digitais, disruptivos, de inovação, o chamado mundo Vuca, lembra?

Volátil, Incerto, Complexo e Ambíguo. Para ser líder nessa realidade, sem esquecer o significado, propósito e valores da empresa, o upgrade para a Liderança 2.0 é inevitável.

Não há mais espaço para a liderança do “chefe” ou do líder herói, que sozinho resolvia tudo. Hoje em dia não é mais possível a gerentes ou diretores ficarem no mesmo cargo até a aposentadoria. Menos provável ainda conseguir atingir o nível executivo tendo atuado em uma só função.

Para alguns apenas a atualização de habilidades e conhecimentos será suficiente.

Para outros exigirá uma mudança mais profunda, o upgrade de todo o sistema operacional.

Infelizmente sobre esse ponto não há muita margem para negociação. As próprias empresas têm que se reinventar em tempos de transformação digital e contam com os atuais líderes e os em gestação para situá-las nesse maremoto tecnológico.

De acordo com uma pesquisa da Bersin/Deloitte, organizações com liderança madura são cinco vezes mais efetivas em responder e antecipar mudanças, tem receita 37% maior por colaborador e são 10 vezes mais capazes de identificar e promover a capacitação de novos líderes.

A escolha do programa e/ou software de liderança

Se atualização é essencial e ponto comum na maioria das discussões sobre liderança, quais outros aspectos devem ser considerados?

 

Em um mundo em transformação é difícil encontrar um único modelo para um bom líder ou boa líder. Por isso reunimos algumas dessas ideias que têm sido discutidas e que podem ajudar na análise da liderança 2.0.

Digital

Uma pesquisa divulgada nesse ano pela Deloitte destaca que em um mundo altamente tecnológico, mas em que o capital humano é indispensável, as empresas buscam pelo líder digital. É uma liderança do trabalho em equipe. Talentos que sejam capazes de provocar conexões e engajamento reconhecendo a diversidade entre as pessoas. De interagir com outros setores e líderes para o desenvolvimento colaborativo, em que diferentes funções do negócio, indústrias e tecnologia formem uma solução única. Busca-se a capacidade de gerar nos colaboradores uma cultura de engajamento, inovação e tolerância aos riscos. É o líder conectado que aprende o tempo todo com tudo e com todos e traz esse conhecimento para a organização.

Follower

De acordo com Josh Bersin, da consultoria Bersin by Deloitte, para entender a liderança é preciso estudar antes sobre seguidores. Ao entender porque as pessoas seguem os líderes é possível construir um modelo. Entre essas características ele destaca a personalidade moral, inteligência emocional, agilidade em aprender e transparência – se destacar pelos pontos fortes, mas não esconder fraquezas. Se assumir com uma pessoa real permite que seus colaboradores se identifiquem e se relacionem melhor com você.

Propósito

Para Gina Hayden, autora do livro “Tornando-se um Líder Consciente”, é preciso que a liderança esteja envolvida não apenas nos negócios, mas também preparada para responder e gerenciar os impactos produzidos pelas companhias no mundo. Para ela, um líder com propósitos conseguirá acompanhar mais facilmente as mudanças e ajudar as empresas nessa adaptação. Impacto social e ambiental são observados com atenção pelas novas gerações.

Adaptação

Para Travis Bradberry, autor do livro “Liderança 2.0”, a resposta para um mundo inconstante como o nosso está na Liderança Adaptativa, responsável por criar um ambiente de colaboração, agilidade e eficiência. Entre seus atributos estão inteligência emocional, senso de justiça organizacional, integridade, aprendizagem constante, respeito pelas diferenças e interesse no desenvolvimento de equipes. Ronald Heiftz, professor da Harvard complementa. É ainda desenvolver novas competências com o objetivo não apenas de sobreviver, mas também de prosperar no novo ambiente. A capacidade de mobilizar pessoas para que consigam progredir mesmo diante de desafios que mudam a toda hora. A ideia-chave é que a atividade da liderança não está vinculada a status, poder, autoridade ou posição.

Emoção

Megahn Biro, colunista da Forbes e uma das autoras do livro “Instigando uma Revolução de Liderança”, acredita que grandes líderes envolvem os colaboradores mais pela emoção do que pela razão. Segundo ela, quando a liderança inspira os colaboradores eles se esforçam por melhores resultados. Como Bradberry e Bersin, Megahn destaca a inteligência emocional e aprendizagem contínua, mas também a contextualização, influenciação no lugar de controle, honestidade e transparência, respeito e gentileza, parceria com a equipe e colaboração.

Nunca sai de moda

Há muitos outros estilos, mas independente das tendências, o líder de hoje e que se precisa para o amanhã não pode se desviar da única certeza em um horizonte de mudanças: o capital humano.

As pessoas têm ocupado cada vez mais o centro de todas as estratégias. As novas gerações buscam significado, propósito e contribuição para a sociedade nos trabalhos que executam.

Observam atentamente e analisam os atos daqueles que estão no comando. Valorizam os líderes não pela posição que ocupam na empresa ou conhecimentos técnicos, mas pela forma como enxergam o mundo, pela visão estratégia e capacidade de inspirar.

Por isso, ao fazer seu upgrade para a Liderança 2.0 não se esqueça do que não precisa de atualização. Seja autêntico.

Lembre-se: não há um modelo definido. Seja verdadeiro aos seus princípios, tenha propósitos, seja humano e gentil em seus relacionamentos, seja transparente. E o principal: estabeleça e incentive interações, conexões, o trabalho em equipe, independente de funções, cargos ou níveis hierárquicos.

 

Preocupado com a liderança moderna e desenvolvimento de novos líderes? Já ouviu falar de um profissional que não é especialista, nem generalista, mas faz conexões com diferentes áreas para alcançar resultados? Esse é o perfil de um nexialista. Podemos te ajudar na aquisição e formação dessas habilidades para os colaboradores de sua empresa. Visite nosso canal do Youtube para conhecer mais desse profissional.

E como sua empresa tem tratado os novos rumos da liderança? Como você tem se situado nessa realidade? Conta para a gente na caixa de comentários, podemos trazer outros artigos para te ajudar nessa jornada.

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