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Gamificação: 10 fatos a analisar antes de investir em T&D

postado em: 08/14/2017

Ilustração de empresário em dúvida sobre gamificação

Gamificação. Esse é um termo que tem sido cada vez mais utilizado e considerado pelas companhias. E muito mais deve se ouvir sobre essa ferramenta.

Desde que as empresas descobriram que o capital humano é essencial aos resultados do negócio, passaram a buscar alternativas de aprendizagem mais eficientes.

O uso de jogos ganhou destaque como ideal para alcançar objetivos e estimular o envolvimento e motivação das equipes.

Uma pesquisa realizada pela Talent LMS, aponta que 79% dos funcionários afirmam que o treinamento poderia ser mais produtivo se houvesse elementos de jogos. A adição de pontos é citada por 89% deles como essencial para o engajamento.

Mas como saber se essa é melhor estratégia como solução de treinamento para sua empresa?

Confira as dicas que reunimos a partir do relato de gestores do setor divulgado pela Learning Solutions Magazine e a opinião do expert no tema Karl Kapp.

10 pontos a avaliar antes de decidir pela Gamificação

É possível começar por etapas

Muitos pensam que Gamificação é algo muito complexo. Que é preciso implementar um pacote completo em todos os processos e ao mesmo tempo para alcançar resultados. Não é verdade. Você pode começar por etapas. Usar duas ou três estratégias de jogos, que são fáceis de implantar, fazer o teste, e então analisar o impacto.

Conteúdo deve ser informal

Para um treinamento ao estilo de jogos o ideal é ser mais informal. Adicione história ou um desafio. Envolva os colaboradores para que interajam com o conteúdo, se divirtam e, é claro. Aí acrescente então lições de aprendizagem nessa experiência.

Não é necessário locais específicos para jogos

As pessoas já estão acostumadas a jogar em diferentes plataformas (computador, celular, tablet, tabuleiros, cartas). E o fazem quando têm um intervalo ou na hora em que é mais conveniente. Sua estratégia pode ser pensada e desenvolvida dessa forma: em diferentes canais e momentos. O celular, por exemplo, é uma boa alternativa por já fazer parte da rotina e atividades dos colaboradores.

Gamificação não é só para Millenials

Muitos têm dúvidas sobre acrescentar características de jogos aos treinamentos. Eles temem que as ações não terão engajamento de mulheres ou de gerações anteriores aos Millenials. Provavelmente não sabem que uma pesquisa da empresa Axofony, do setor de T&D, aponta que 48% dos que jogam vídeo-game estão acima dos 50 anos e que 44% são mulheres. Ou ainda, considerando o white paper da empresa Growth Engineering, que produz jogos para aprendizagem, que a maioria dos jogadores (53%) têm entre 18 e 49 anos e que 70% dos executivos sêniores das empresas jogam vídeo-game, mesmo durante o trabalho.

Oportunidade de construir engajamento

Quanto mais tecnológicos nos tornamos, mais tendemos a buscar significado com os meios ou produtos que interagimos. Parece um pouco contraditório, mas podemos observar isso na prática. Quando jovens talentos, ou alguns nem tão jovens assim, trocam empresas é dito que não se sentiam estimulados. Ou então que não se sentiam emocionalmente ligados a companhia. A Gamificação se apresenta como a ferramenta para fazer essa conexão. O uso de jogos no treinamento pode acrescentar significado, estimular o engajamento com os colaboradores. E por que isso é importante? Não é só sobre perder talentos. De acordo com uma pesquisa da Gallup, funcionários engajados geram 43% mais resultados para as corporaçõesIlustração Funcionário em Video Game

Conteúdo tem que ser relevante para os colaboradores

É preciso que as soluções de aprendizagem se aproximem da realidade do funcionário. É necessário que sejam agradáveis assim como as atividades que realiza nas horas livres. É preciso pensar na inclusão de vídeos, elementos de entretenimento e interatividade que poderiam ser acessados pelo celular, na hora em que precise ou deseje a informação, como já é possível com o Microlearning.

Variedade de jogos

Quando se planeja aplicar a Gamificação em processos de treinamento é interessante considerar um mix de jogos. Como dissemos no início, de duas a três estratégias. A variedade de opções (quebra-cabeças, jogos de tabuleiro, estilo games) pode encorajar os colaboradores a acessar sua plataforma com mais frequência ou ter melhores resultados em suas ações.

Diferentes perfis

Pessoas são diferentes em suas preferências e personalidades e isso impacta as reações e interações aos jogos. Há as que estão mais interessadas em prêmios, outras na competição, há aquelas que valorizam a interação social e algumas a oportunidade de se expressar. É importante ter isso em mente ao avaliar e planejar gamificar processos de aprendizagem.

Não é só sobre Tecnologia

Gamificação não é uma estratégia baseada exclusivamente em modelos tecnológicos. É mais sobre repensar as metodologias e soluções de aprendizagem inserindo um pouco da lógica dos jogos para envolver e incentivar a participação. Isso não significa abandonar as ferramentas que a empresa já tem ou trocá-las pela última tecnologia existente.

Escolha do conceito

Quando se fala em gamificar processos de treinamentos alguns pensam que é sobre utilizar jogos mais formais, chamados de jogos sérios, para ensinar conteúdos. Outros identificam como o acréscimo de pontos, placar de líderes e prêmios para os processos existentes. Há aqueles que vêem como uma adequação de metodologias ao ambiente de jogos, com mais interatividade, adição de histórias, feedbacks sobre os processos. Não há certo ou errado, mas o que é mais adequado aos objetivos e necessidades da organização. É preciso definir o conceito, as instruções do sistema e deixar isso claro para todos na companhia.

Ilustração Jogo Corporativo

Como se pode perceber, implantar a Gamificação nas empresas não é algo complicado.

Ao avaliar se sua companhia deve investir nessa estratégia para o mix de ferramentas de sua organização, lembre-se que é recomendável começar pelo simples e testar os resultados.

Tenha em mente também os efeitos já comprovados dessa ferramenta. Ganhos no engajamento, motivação, aprendizagem mais rápida, retenção de conteúdo, aproximação da cultura e valores da empresa. Não vale a pena tentar?

A Revista Nexialistas deste mês te dá uma força nessa decisão. Reunimos cases de sucesso e depoimentos de empresas que já aderiram à Gamificação. Não deixe de ler!

Se quiser compartilhar alguma experiência ou tiver sugestões de artigos que gostaria de ver por aqui, deixe seu recado na nossa caixa de comentários.

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