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Design Thinking: o que é e como aplicar na gestão de pessoas

postado em: 09/23/2017

Design Thinking o que é e como aplicar na gestão de pessoas

Design Thinking: o que é e como aplicar na gestão de pessoas

O Design Thinking anda em alta em diferentes setores e indústrias e não é para menos. É um processo que colabora no desenvolvimento da “commodity” mais buscada nos dias atuais: a inovação.

Para isso estimula o pensar de forma prática sobre os desafios. A enxerga-los sob nova perspectiva, com outros olhos, não só os nossos, mas de todos que estejam envolvidos.

E como isso? Colocando as pessoas no centro do processo e fazendo com que participem em todas as etapas: da análise, concepção da ideia, da avaliação de resultados à tomada das decisões.

É a adoção desse novo olhar e abordagem mais humana que colabora para o desenvolvimento de soluções mais criativas e inovadoras. Exatamente o que as companhias mais buscam para ganhar em competitividade e atender as demandas reais do mercado.

Para o setor de gestão de pessoas significa inovar no treinamento e em soluções de aprendizagem com mais significado para os colaboradores. Além disso, a estimular a maior participação e envolvimento da equipe nos desafios da corporação.

 

Mas afinal o que é Design Thinking

“Design não é só o que parece ou que se sente. Design é como funciona” – Steve Jobs

Alguns pensam que é sobre a estética, outros que são dinâmicas em grupo e há aqueles que acreditam que são post-its em uma parede.

Na prática, pensar no design significa desenvolver, coletivamente com os envolvidos, soluções inovadoras que gerem valor real para as pessoas, e, consequentemente, conquistem melhores resultados.

Para isso se avalia a questão como um todo e em contexto. Identifica-se gargalos, causas, soluções e problemas que possam surgir.

É como fazem os designers. Ao pensar em uma nova cadeira eles não se atém apenas se ela é bonita ou de vanguarda. Consideram se será confortável e se terá utilidade para quem vai usá-la.

Esse é um processo de planejamento profundo e extenso. Ideal para os nossos dias atuais de mudanças e transformações constantes.

Não é a toa que o termo, que sempre foi utilizado para produtos, passou a ser usado também para administração, negócios e a gestão de pessoas.

 

Premissas do Design Thinking

“Pensar como um design pode transformar a forma como você desenvolve produtos, serviços e até mesmo estratégia. Pode transformar problemas em oportunidades.” – Tim Brown

Brown foi um dos responsáveis por popularizar o Design Thinking. O sucesso da Ideo, em que atua como CEO, está baseado nessa abordagem. Entre seus primeiros clientes está a Apple, que prima pela inovação como motor chave dos seus produtos.

De acordo com ele, há três aspectos que definem o Design Thinking e a forma como os desafios são abordados por esse método.

 

  • Empatia: Colocar-se no lugar do outro. Para projetar e encontrar soluções é preciso analisar as questões do ponto de vista do usuário final. É preciso compreender sentimentos, reações, o contexto em que o outro está inserido. Ao imaginar-se nas mesmas circunstâncias é possível criar soluções mais eficientes.

 

  • Colaboração: No artigo sobre liderança já falamos que não há mais espaço para o herói, que resolve tudo sozinho. Vivemos a era do time colaborativo e da multidisciplinariedade. Pessoas de um mesmo setor tendem a pensar parecido. Ao reunir diferentes visões abre-se espaço a alternativas mais criativas, insights para treinamentos com real valor a equipe. Além de enriquecer todo o time, que acaba experimentado e aprendendo novos conceitos.

 

  • Experimentação: Nós aprendemos melhor colocando em prática. É preciso aprender com os erros para que se possa projetar soluções. O setor de RH ou T&D tem um papel fundamental ao compreender e permitir a experimentação. É importante fazer testes, analisar, verificar feedbacks, validar processos, evoluir e refinar a solução. Ao aprender com as falhas podemos aprimorar as ideias e evitar que erros mais graves aconteçam.

 

Etapas do processo

 

1- Entendimento. Este é um momento de abertura de olhar e preparação da pesquisa de campo. São listados todos os dados existentes e disponíveis para gerar soluções que atendam as necessidades do usuário.

 

2 – Observação. Hora de sair a campo, conversar, observar, provar. Todo o serviço, projeto, produto ou plataforma é feito para pessoas. Por isso a pesquisa deve ser baseada no fator humano.

 

3- Ponto de vista. Definir um usuário específico a partir das informações recolhidas para que se desenhe a solução. Isso sem esquecer de construir o projeto considerando os dados e as decisões de todos.

 

4- Ideação. É natural que em todo o processo surjam várias ideias. No entanto, é nesta fase que elas serão evidenciadas. Hora da co-criação e pensamento colaborativo. Oportunidade de combinar insights para gerar soluções inovadoras. Nessa fase não há qualquer filtro. O brainstorm e a criatividade são incentivados, sempre pensando nas necessidades do usuário final.

 

5- Prototipagem. Etapa para colocar em prática, tirar do papel, validar as ideias geradas. Momento de criar a versão, mesmo que simplificada, da solução proposta. Essa fase também pode ocorrer ao longo do projeto em paralelo com a etapa anterior.

 

6- Teste/Iteração. Após testar as ideias é hora de analisar se tivemos a compreensão correta do ponto de vista do usuário. Com o feedback é possível realizar os ajustes e melhorias para implementar a estratégia definida. Ao chegar nessa etapa o risco de rejeição é menor e as chances de êxito maiores.

O Design Thinking não é uma metodologia com passos a serem seguidos linearmente, como em um manual. Trata-se de uma abordagem que é dinâmica e construída coletivamente.

 

Gif sobre mãos em acordo

Gestão de pessoas

Além de estimular ações de aprendizagem mais inovadoras, o Design Thinking pode auxiliar no fortalecimento e comunicação entre as equipes.

Suas técnicas favorecem a troca de conhecimentos, a interação, o sentimento de objetivo comum ao construir coletivamente as soluções, o engajamento e identificação com a companhia.

Um ambiente que incentiva e escuta as ideias de todos produz funcionários mais criativos e gera novos talentos e líderes. Colaboradores atentos a resolução de problemas que possam vir a surgir na empresa.

E os gestores de diferentes áreas também se beneficiam. O Design Thinking os auxilia a enxergar com os olhos do cliente ou consumidor e assim encontrar soluções que atendam aos anseios, expectativas e desejos desse público.

 

Sua empresa já usa o Design Thinking? E como tem sido essa experiência? Compartilha com a gente na nossa caixa de comentários.

Se a sua organização ainda tem dúvidas sobre essa abordagem, deixa uma mensagem também. Podemos esclarecer suas questões e ajudar nessa análise.

Agora se você quer saber mais sobre outras ferramentas e soluções inovadoras para a educação corporativa da sua companhia, leia os nossos posts sobre Realidade Aumentada, Gamificação, Microlearning e Uso de Vídeos para estratégias de T&D.

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